quarta-feira, 11 de novembro de 2009

21 primaveras

É engraçada a minha relação com meus próprios aniversários. Não é que eu goste de fazer aniversário.. mas eu sempre acabo refletindo muito sobre minha vida nesses dias. Nos últimos anos, tenho acordada bastante mau-humorada nos dias 8 de novembro. No meu aniversário de 19 anos eu tava no cursinho, depois de não passar no vestibular e não contei pra ninguém que era meu aniversário. Ficava ali torcendo pro mundo explodir, porque prcebia que minha vida estava completamente diferente do que eu esperava para ela. E olha que eu não faço o tipo insatisfeita com a vida!
Mas nos aniversário de 20 e no último, de 21, que foi no último domingo, eu acordei mau-humorada também. E minha vida está exatamente como deveria estar. É um inferno astral que não me é comum, mas que me invade violentamente nesse dia. Fico sensível, braba, com raiva do mundo. Então, a solução que encontrei foi a de sempre fazer, no mínimo, uma festinha nesse dia. Porque quando eu me vejo rodeada de doces e salgados gostosos, amigos queridos e ainda de quebra vários presentinhos, o mundo volta a ficar colorido e todo meu!
Ano passado eu fiz uma festa mesmo, com direito a Dj, iluminação e decoração.. e van de amigos da faculdade, já que foi lá no sítio, e fica meio longinho. Esse ano eu convidei só aqueles poucos e bons, e fiz aqui em casa mesmo, no final de tarde de domingo. E arrisco dizer que foi mais legal que ano passado. Pelo menos, todo mundo elogiou.. e eu estou satisfeita até agora. Dai fica tão gostoso fazer aniversário, né?!











terça-feira, 27 de outubro de 2009

"Lu, onde você está?"

A Flávia, mãe do João, pediu pra divulgar o blog PROCURANDO LUCIANA, que foi criado pela Milene, cuja irmã saiu de casa em Jundiaí no dia 01/06/09 apenas com a roupa do corpo e uma caixa de medicamentos e nunca mais voltou. Luciana é mãe de uma menina de 1 ano e sofre de depressão pós-parto. No blog que a irmã dela fez, tem fotos e mais informações.

Ajudem a divulgar, gente! Quem sabe a Milene não encontra alguma pista com a ajuda dos nossos blogs, né?! Não custa nadinha!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Do quanto a gente muda com o tempo

Num final de semana desses, fomos eu e o amor com uma amiga e o namorado passar o final de semana no sítio da família dela. Aqueles finais de semanas delícias que a gente não faz muita coisa, mas que acabam no TOP dos melhores finais de semana do ano, sabe?
Fazer comidinha gostosa (ou o mais próximo que a gente consegue chegar disso), ouvir a chuva, andar na grama e andar a cavalo.
Essa minha amiga é minha amiga há uns 10 anos, e sempre foi muito de rodeio, sítio e cavalo e eu sempre fui totalmente shopping e carro.. completamente urbana, mas sempre gostei de andar a cavalo e de vez em quando a acompanhava em rodeio e montávamos juntas.. isso quando eu tinha meus 12, 13, 14 anos. E fazia séculos que eu já não subia num cavalo.
Quando eu montei no cavalo de novo, foi que notei o quanto eu mudei nos últimos anos e o quanto passei de uma pessoa que simplesmente ia e pronto, pra uma que agora sente medo e um frio na barriga antes de fazer algumas coisas, inclusive andar a cavalo. Ficava o tempo todo pensando "AI MEU DEUS!!", e imaginando oas mil possibilidades que existiam de aquilo não dar certo.
No fim das contas foi tranquilo. Andei até que bastantinho, mas passei o cavalo pro amor, que montou super bem e adorou!! Com a desculpa de 'deixa ele, ele gostou tanto.....', e meio boba com a minha falta de coragem. Acho que a criança que não tinha medo de nada que eu fui meio que deixou de existir. Que coisa, né?! Quem diria..





quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Era uma vez, há três anos..

Era uma vez um rapaz e uma moça que se achavam insuportáveis. Bem, eles não se conheciam, mas se achavam insuportáveis mesmo assim. Ele, porque ela era uma filhinha de papai de nariz arrebitado e ela, porque ele era um mala sem conteúdo.
Um belo dia, um amigo em comum falou bem dele pra ela e ela achou que talvez devesse quebrar o preconceito em relação a ele - sem saber que estaria quebrando muito mais barreiras nesse dia.
Eles começaram a se conhecer e conversar. Ele não achou ela tão nariz arrebitado assim, e ela achou que ele nem era tão mala e até conversava sobre política. E eles começaram a se engraçar. Muitas conversas e muito charme depois, rolou o primeiro beijo. Sem saber no que ia acabar um relacionamento entre duas pessoas tão diferentes, continuaram se encontrando.
Um mês e meio depois, ela o levou para experimentar arroz com fita isolante, ou o que se costumava chamar de sushi. Ele odiou. Fez careta, e só não cuspiu, porque ainda queria impressionar. Mas ali mesmo, naquele restaurante de comidas esquisitas, ele a pediu em namoro. E dia 15 fez três anos que ela disse sim. Dia 15 fez três anos que eu disse sim.


(a propósito: hoje é ele quem a convida pra comer sushi. Uhum, ela é pesistente.)

Mimimi

Esse semestre eu decidi acabar com o ócio na minha vida. Comecei a trabalhar com o meu pai de manhã e de tarde. Além disso, faço faculdade a noite, aulas de francês no intervalo entre o trabalho e a faculdade, aulas de Direito Romano nas quintas de manhã bem cedo, RPG em outro intervalo entre o trabalho e a faculdade, participo do Centro Acadêmico e ainda tenho um projeto para o segundo semestre de 2010 que toma meu tempo "livre" com preocupações e pesquisas.

E claro que isso justifica o porquê do meu blog ter ficado tanto tempo parado. E ai de quem disser que não.

sábado, 15 de agosto de 2009

Procedimento super simples

Quando eu era criança, quebrei o quinto dedo do pé direito brincando um dia com minha irmã e minha prima na casa da minha tia. Quando mostrei o pézinho pra mãe, ela disse que ele só tava "magoadinho" e que não era nada demais. Mentira.

Anos depois, quando já era uma mocinha e comecei a usar botas de bico fino - minhas preferidas até hoje - esse tal dedinho começou a incomodar e fazer um calinho sempre. O quarto dedo tava ficando errado por causa do quinto que insistia em escalar o quarto. Um caos!

Eis que ano passado eu decidi operar. Colocaria um pino no quarto pra ele voltar a ficar reto e parar de fugir do quinto, e arrumaria o tendão do quinto pra ele parar de subir no quarto. Depois de alguns dias tiraria o pino e viveria feliz pra sempre. Mentira!

Quando acordei da cirurgia, o médico disse que tinha colocado o pino de um jeito diferente, pra que eu não precisa tirá-lo. E aí é que realmente meu pé virou o caos! Não tinha um sapato fechado ou de bico fino que eu pudesse usar durante mais do que 30 segundos sem que parecesse que meu dedo estava sendo furado de dentro pra fora.

Ontem, quase um ano depois, fui tirar o pino com outro médico, porque com aquele primeiro eu tive um estresse dos grandes. O procedimento seria super simples: abrir o dedinho, encaixar uma chave no pino, tirar e fechar o dedino. Anestesia local, na clínica mesmo, e minha irmã ficaria comigo, no que seriam 5 minutos. Mentira!

O caos parte três começou com piadas, eu deitada falando o máximo de frases por segundo por conta do meu nervosismo, a mãe na sala de espera porque não pode ver nada que o mundo já fica todo branco e a minha-irmã-que-segura-o-tranco segurando a minha mão.

Logo no início da cirurgia, depois de cortar meu dedinho (ai!!!) o médico percebeu que o pino estava muito mais preso do que deveria e começou o "téc-téc" martelando meu dedo praquele parafuso sair. Eu, óbvio, não via, né! Mas como surda ainda não sou, ouvia e podia imaginar cada passo que ele dava com aqueles instrumentos que, eu tenho quase certeza, ele também usa pra despregar coisas da parede da casa dele. E téc vai, téc vem.. eu dei uma parada nas 400 palavras por segundo e quando olhei pra minha irmã, ela tava branca e revirando os olhinhos pra parede.

- JÚ!!!
- ahhmm?
- GENTE, MINHA IRMÃ VAI DESMAIAR!!!
Era eu deitada-na-maca-com-o-dedinho-aberto segurando o braço da Ju pra ela não cair e dar com a cabeça no chão, a enfermeira tirando a luva bem rápido pra segurar a Ju, e o médico largando tudo e tirando a luva também pra contornar a maca e a ajudar a Juliana. Ah, gente, super básico!!

Eu fiquei largada na maca enquanto a Juliana era socorrida no chão. Super normal! E ela acordou, foi levada pra fora da sala, quase desmaiou de novo e minha mãe foi ficar com ela. E eu? Fiquei ouvindo o téc téc téc sozinha.. e pedindo mil desculpas pro médico. Que vergoooonha!!

No fim deu tudo certo. Em casa era eu com o pézinho pra cima num lado do sofá, e minha irmã tonta, enjoada e com o corpo mole no outro. Mas o bom humor a gente não perde e essa foi a piada do final de semana todo!E não é mentira!

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Nomes incomuns

Primeira vez que eu ligo pro pet shop:
- Oi, eu queria marcar um banho pro meu gato...
- Qual o nome dele?
- Mistoffelees.
- Como?
- Mistoffelees..
- Não entendi..
- Mis - to - ffe - lees
- Ahmmm..... O teu nome qual é?
- Patrícia...

Segunda vez que eu ligo pro pet shop:
- Oi, eu queria marcar um banho pro meu gato...
- Qual o nome dele?
- Mistoffelees.
- Ahhh.. como é mesmo?
- Mistoffelees
- Ai, desculpa moça.. Eu vou marcar aqui com o teu nome...
- Patrícia
- Tá marcadinho, Patrícia!

Sexta vez que eu ligo pro pet shop:
- Oi, eu queria marcar um banho pro meu gato hoje ainda
- Ih, hoje tá difícil... qual é o teu gato?
- É o Mistoffelees... hehe!
- Ah, o Mistoffelees pode!! Tô esperando, Patrícia!